PRINCIPAIS DOENÇAS DO OUVIDO



 

1. Presbiacusia

2. Trauma Sonoro

3. Surdez Súbita

4. Otosclerose

5. Neuroma do acústico

6. Doença do Menière

1.   Presbiacusia

A presbiacusia se caracteriza pelo declínio da audição em decorrência da idade, é a “ audição do idoso “.

Como tudo o mais no organismo, a audição também envelhece, surgindo mudanças na estrutura de todo o aparelho auditivo. O pavilhão da orelha e o meato acústico ficam flácidos, a membrana timpânica fica espessa e com coloração diferente, os movimentos articulares na cadeia ossicular ficam limitados. A presbiacusia, entretanto, é decorrente de mudanças do ouvido interno e vias nervosas auditivas centrais.

A perda da audição na presbiacusia é bilateral, simétrica e lentamente progressiva, e suas causas estão relacionadas a fatores ambientais, como infecções, intoxicações e traumas, e a fatores genéticos; essa predisposição individual é bastante variada, algumas pessoas começam a apresentar um início de presbiacusia aos 40 anos, enquanto que ortras podem chegar aos 80 com uma boa audição.

Foi verificado que nas populações urbanas a presbiacusia surge mais precocemente e a incidência desta é maior entre os homens até 65 anos, a partir dessa idade a incidência passa a ser maior em mulheres, que também apresentam perdas mais acentuada nas freqüências graves.

O paciente costuma queixar-se de dificuldade para entender o que as pessoas dizem, especialmente se há mais de uma pessoa falando ao mesmo tempo. Além desses sintomas, a presbiacusia pode vir acompanhada de zumbido, irritabilidade, redução da capacidade de atenção e declínio da inteligência em conseqüência das alterações do sistema nervoso central.

 

 

 

2.   Trauma Sonoro

Experimentamos a sensação desagradável do ruído ao visitarmos fábricas, participarmos de festas ou ao entrarmos em ambientes movimentados e barulhentos, os ouvidos ficam zunindo, aperece dor de cabeça e uma sensação de fadiga. Entretanto, uma exposição muito intensa ou prolongada pode vir a lesar o aparelho auditivo temporariamente e, depois, permenentemente, constituindo o trauma sonoro.

* Denotações

Este seria o trauma acústico agudo, por artilharia ou descargas telefônicas, por exemplo. Este tipo de trauma determina alterações circulatórias nos capilares da cóclea, provocando diminuição do fluxo sanguíneo e conseqüente prejuízo das células ciliadas do órgão de Corti.

* Explosões

Neste caso, há uma descompressão brusca e violente, que pode acarretar dor e lesões do ouvido médio, como ruptura da membrana timpânica e desarticulação dos ossículos.

*Ambientes Profissionais

Este é o chamado trauma acústico crônico, onde há deficiência da circulação capilar da cóclea e degeneração irreversível das células ciliadas que estão situadas na orelha interna. A presença de zumbidos é comum.

A tabela abaixo indica a intensidade aproximada, em decibéis, dos ruídos cotidianos mais comuns e dos ruídos das grandes fábricas:

- Rumor de rua: 50 a 70 dB

- Tráfego intenso: 80 a 90 dB

- Carro de corrida: 80 a 100 dB

- Metrô: 100 a 110 dB

- Serra circular: 100 a 110 dB

- Motocicleta: 120 dB

- Rebitamento: 130 dB

- Avião: 130 dB

- Avião a jato: 140 a 170 dB

- Foguete: 180 dB

3.   Surdez Súbita

A surdez súbita tem causas variadas e discutidas. Ela pode durar horas ou dias e é geralmente unilateral. Pode ou não ser precedida de zumbidos ou estalos no ouvido horas antes da perda da audição, e em outras vezes o indivíduo deita-se perfeitamente bem de saúde e acorda já com a surdez instalada. Vertigens, náuseas e nistagmo espontâneo podem estar presentes.

A deficiência auditiva (disacusia) tem grau de intensidade variável, desde leve até profunda. Há quatro tipos de perfis audiométrico:

  • Curva ascendente – perda nos graves;
  • Curva descendente – perda nos agudos;
  • Curva horizontal – perda em todas as freqüências;
  • Perda total.

 

A surdez súbita pode ser permanente e irreversível ou pode ter recuperação espontânea, que ocorre em poucos dias.

Entre as principais causas da surdez súbita estão: Viroses, distúrbios vasculares, mudanças de pressão barométrica, trauma acústico, trauma craniano, cirurgia estapediana, neuroma do acústico e esforço físico. A surdez súbita idiopática costuma ser atribuída a distúrbios vasculares, decorrentes de também súbitos acidentes vasculares cerebrais.

4.   Otosclerose

Na otosclerose há uma distrofia óssea labiríntica, com fixação do estribo na janela oval, prejudicando a sua mobilidade e assim, dificultando a transmissão das ondas sonoras ao ouvido interno.

A causa da otosclerose ainda é desconhecida, mas suspeita-se de um fator genético determinante.

Além do fator genético, outras hipóteses sobre a sua etiologia podem ser consideradas, como distúrbios das glândulas endócrinas, deficiência de vitamina D, doenças sistêmicas do esqueleto, processos inflamatórios, distúrbio da irrigação sanguínea do labirinto ósseo e a teoria de que indivíduos propensos a desenvolverem a otosclerose têm algum tipo de anomalia morfológica do ouvido interno.

A otosclerose caracteriza-se clinicamente por uma hipoacusia progressiva, geralmente bilateral, do tipo transmissão que, com o passar do tempo, leva à degeneração do órgão de Corti, o que acarreta surdez neurossensorial. Sua incidência é mais comum em mulheres de 20 a 40 anos.

A evolução é irregular, ora lenta ora acelerada, podendo apresentar períodos longos de estacionamento, mas nunca de regressão. A presença de zumbidos ocorre em 70% dos casos.

5.   Neurinoma do Acústico

O neurinoma do acústico é um tumor benigno que se origina no fundo do meato do acústico interno, no ramo vestibular do VIII par craniano, e é o mais freqüente dos tumores benignos intracranianos.

Ele é envolvido por uma cápsula e, em seu interior, inicialmente, não se encontram fibras nervosas. Porém, com o crescimento (muito lento e que pode durar vários anos), o tumor engloba os nervos vestibulares, coclear e facial. A partir de então, o neurinoma enche o meato acústico interno e chega alcançar o tronco cerebral, atingindo os últimos pares cranianos, o nervo trigêmeo e o óculo-motor externo.

Geralmente, o neuinoma do acústico surge entre os 20 e os 50 anos de idade, principalmente em mulheres.

O primeiro sintoma a aparecer é uma disacusia neurossensorial progressiva e unilateral, com maior freqüência para os sons agudos e acompanhada de zumbidos. Pode acompanhar também sintomas como instabilidade do equilíbrio.

Existe um conceito que diz que toda disacusia neurossensorial unilateral é suspeita de neuinoma até que se prove o contrário, apesar de a disacusia também poder se instalar ao acaso, como na surdez súbita.

Distúrbios do paladar e secreção salivar, e do lacrimejamento podem decorrer de compressão dos nervos corda do tímpano e grande petroso superficial, respectivamente. A paralisia facial é um sintoma raríssimo e tardio, tendo em vista que fibras sensitivas são muito mais sensíveis à compressão que fibras motoras.

A principal forma de tratamento do neuinoma do acústico é a cirurgia para sua retirada.

6.  Doença de Ménière

A doença de Ménière é conceituada como o acúmulo excessivo de endolinfa no interior do labirinto membranoso ou sistema endolinfático (ducto coclear, sáculo, utrículo, canais semicirculares e sacos endolinfáticos).

Seus sintomas característicos são crises vertiginosas violentas, zumbidos articulares, surdez, nistagmo e queda, adicionando-se ainda a queixa de sensação de plenitude articular. Nas crises mais intensas é comum que apareçam náuseas, vômitos, sudorese e palidez, sintomas de excitação vagal.

Sua evolução é marcada por surtos intermitentes, podendo levar a uma perda auditiva progressiva e irreversível até uma surdez total. Na maior parte dos casos a doença permanece unilateral e é mais freqüente entre os 30 e 50 anos.

Embora não seja bem conhecida a causa do aumento da  pressão endolinfática (daí a ausência de tratamento médico específico), Atribui-se que distúrbios do sistema nervoso autônomo (desencadeadores de vasoconstrição e dilatação da artéria auditiva interna ou labiríntica); infecção focal; e desequilíbrio da circulação e reabsorção dos líquidos estariam ligados a esta alteração do equilíbrio físico ou químico dos líquidos labirínticos.

Na disacusia da doença de Ménière, que inicialmente é do tipo mista, as crises hipertensivas provocam distorção da membrana basilar. Com a sucessão destas crises, a distorção da membrana passa a atingir a espira basal da cóclea, evoluindo então para uma disacusia neurossensorial nos sons agudos, de forma que a audiometria se torna horizontal. Neste estágio, o limiar de reconhecimento da fala está normal ou discretamente diminuído.

 

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2 respostas para PRINCIPAIS DOENÇAS DO OUVIDO

  1. eliane trindade bonfim de lima disse:

    ola meu nome e eliane e ja a algum tempo venho sentindo muita coseira no meu ouvido e tbm percebi que ha tempo ele nao tem cera e esta muito seco,as vezes a coseira é tanta que da vontade de enfiar o cotonete la dentro,o que pode ser e o que devo fazer.

  2. mayara fornazari disse:

    oi a uma semana tenho ouvido meu coraçao batendo no meu ouvido esquerdo constante nunca para e horrivel bate forte e imcomoda muito oque pode ser e como fasso isso parar???

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